Aluno do PPGCom tem três trabalhos reconhecidos em três categorias diferentes do Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça
Data da publicação: 6 de agosto de 2026 Categoria: Notícias, Prêmios
Bruno de Castro
Pelo terceiro ano consecutivo, o aluno de doutorado do PPGCom, jornalista Bruno de Castro, é reconhecido no Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça pela excelência de uma produção científica. Na edição deste ano, ele ficou em terceiro lugar na categoria Artigo Acadêmico com o trabalho Pautar os invisíveis: Campanhas Consolidam Reputação da Defensoria do Ceará, Reforçam Pacto Democrático e Afastam Estigma da Militância de Fachada.
Se somados os desempenhos por trabalhos em outras áreas, esta foi a quinta vez seguida de Bruno de Castro com vitórias no PNCJ – que este ano teve inscritos 421 projetos de 24 estados brasileiros. Todos receberam notas das bancas avaliadoras e, deste total, apenas 65 (ou 15%) foram finalistas. Setenta e cinco instituições participaram das 13 categorias.
Em Artigo Acadêmico, o jornalista disputou com produções de representantes da Defensoria Pública do Amapá (DP-AP), do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO). Bruno analisou 40 campanhas promovidas pela Defensoria Pública do Ceará entre os anos de 2018 e 2025 para refletir sobre o papel da Comunicação no fortalecimento da reputação do órgão perante a sociedade.
Escrito em linguagem simples e abordando temas sobre populações historicamente marginalizadas, o projeto recebeu nota 9,35 da comissão julgadora, que qualificou a proposta como “forte e contemporânea”. “O artigo discute a comunicação pública não apenas como divulgação institucional, mas como estratégia de legitimação democrática da Defensoria. Isso é um diferencial importante porque desloca a análise do campo operacional para o campo político-institucional”, descreveu um jurado. “Foi o artigo mais inclusivo de todos até aqui. Um olhar global e responsável da comunicação social para toda a maioria minorizada”, acrescentou outro avaliador.
MAIS DOIS RECONHECIMENTOS
Além do terceiro lugar na categoria Artigo Acadêmico, Bruno conquistou mais duas posições de destaque no Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça deste ano: uma menção honrosa na categoria Publicação Especial Impressa, pelo livro Esperanças: mulheres de direitos, e o segundo lugar na categoria Comunicação Interna, pela cartilha E eu, sou o quê? Um pequeno guia sobre (a sua) raça.
O jornalista é autor de ambas as obras e pela cartilha já recebeu o Selo Esperança Garcia de Antirracismo, concedido em 2025 pelo Conselho Nacional de Ouvidorias das Defensorias Públicas (CNODP). No mesmo ano, o trabalho foi eleito uma das dez melhores práticas antirracistas do Brasil pela Frente Afro-Indígena da Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos (Anadep) e apresentado como case de sucesso em encontro da categoria em Belo Horizonte (MG).
“Esses prêmios dão visibilidade a dois temas centrais nas minhas pesquisas: a existência de populações vulnerabilizadas e o exercício da função social do jornalismo. Eles são fruto do encontro entre minhas práticas de pesquisa, de comunicação e de antropologia. E sinalizam para a necessidade de cada vez mais pautarmos a raça e a identidade de gênero como temas cientificamente possíveis no ambiente acadêmico. Como um homem negro e gay de periferia, eu não acredito em linguagem ou escrita neutra. Creio é na ciência como um meio de transformação a partir do lugar social que ocupo. Vencer esses prêmios reforça meu compromisso de continuar apontando para uma outra forma de comunicar”
— Bruno de Castro
NO PPGCOM
Bruno de Castro desenvolve estudo sobre a relação entre a identidade racial dos(as) jornalistas cearenses e as notícias por eles(as) produzidas. É orientado pelo professor doutor Edgar Patrício e integra o Grupo de Pesquisas PráxisJor.
Fundador do Ceará Criolo, o primeiro portal de jornalismo negro do Ceará, Bruno é jornalista por formação e tem mestrado em Antropologia — quando fez pesquisa sobre a atuação de mídias negras brasileiras e por ela venceu o III Prêmio Lélia González (2024), concedido pela Associação Brasileira de Antropologia (ABA).
