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Universidade Federal do Ceará
Programa de Pós-Graduação em Comunicação

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Doutorando do PPGCom é finalista do Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça pelo quarto ano consecutivo

Data da publicação: 2 de julho de 2026 Categoria: Notícias, Prêmios

Representando o Programa de Pós-graduação em Comunicação (PPGCom) da Universidade Federal do Ceará (UFC), o jornalista Bruno de Castro é finalista do Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça (PNCJ) de 2026, ele concorre na categoria “Artigo Acadêmico”.

Bruno disputa com produções de representantes da Defensoria Pública do Amapá (DP-AP), Supremo Tribunal Federal (STF) e Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO). O anúncio dos vencedores acontece no próximo dia 31 de julho, em João Pessoa, no encerramento do XX Congresso Brasileiro de Assessores de Comunicação do Sistema de Justiça (Conbrascom).

Este é o quarto ano consecutivo que o jornalista figura entre os finalistas do PNCJ, tendo vencido três vezes: 2º lugar na categoria “Mídia Digital” em 2023 com o especial “Todas Somos Uma”; 3º lugar na categoria “Artigo Acadêmico” em 2024 com trabalho sobre o mutirão “Transforma”; e 1º lugar na categoria “Artigo Acadêmico” em 2025 com trabalho sobre a importância da política de cotas para o sistema de justiça.

Em 2026, outros dois trabalhos também produzidos pelo escritor são finalistas do prêmio: a cartilha “E eu, sou o quê? Um pequeno guia sobre (a sua) raça”, na categoria “Comunicação Interna”, e o livro “Esperanças: mulheres de direitos”, na categoria “Publicação Especial Impressa”. Ambas foram criadas quando Bruno atuava na Defensoria Pública do Ceará (DPCE). A cartilha, inclusive, já foi considerada uma das dez melhores práticas antirracistas do Brasil em 2025.

“Toda a minha produção intelectual da última década tem conciliado jornalismo e antropologia pelo prisma racial. Isso vale para quando crio algo, como a cartilha e o livro, que exigiram de mim um olhar apurado sobre o tema, mas também vale para quando reflito criticamente sobre algum fenômeno social, como fiz no artigo. E tem sido assim porque não dá pra separar a raça de absolutamente nada do que a gente faz, não com o modelo de sociedade que nós temos”, pontua.

Segundo a organização do PNCJ, o prêmio teve este ano recorde de inscrições: foram 421 projetos submetidos por representantes de 75 instituições com sedes em 24 estados. Cada uma das 13 categorias tem apenas cinco finalistas definidos por notas das comissões julgadoras, o que reduz o total de candidatos em 6,5 vezes para a fase final.

“Diante de tantos trabalhos bons, estar na final, independente do resultado, já é uma vitória muito grande. Porque pautar questões raciais ainda é difícil em espaços de poder. Fazer com que os jurados compreendam que raça não é um tema acessório e sim central, inclusive pra produção científica, é algo que demanda um esforço imenso. Afinal, a gente é educado para não identificar o racismo enquanto um problema. Mas, na verdade, ele está na estrutura de todos os problemas. E a comunicação não escapa disso”, acrescenta o jornalista.

Bruno de Castro

Bruno de Castro

NO PPGCOM

Bruno de Castro desenvolve estudo sobre o vínculo entre a identidade racial dos(as) jornalistas cearenses e as notícias por eles(as) produzidas. É orientado pelo professor doutor Edgar Patrício e integra o Grupo de Pesquisas PráxisJor.

Fundador do Ceará Criolo, o primeiro portal de jornalismo negro do Ceará, Bruno é jornalista por formação e tem mestrado em Antropologia — quando fez pesquisa sobre a atuação de mídias negras brasileiras e por ela venceu o III Prêmio Lélia González (2024), concedido pela Associação Brasileira de Antropologia (ABA).

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