Área do cabeçalho
gov.br
Portal da UFC Acesso a informação da UFC Ouvidoria Conteúdo disponível em:PortuguêsEnglishEspañol
Brasão da Universidade Federal do Ceará

Universidade Federal do Ceará
Programa de Pós-Graduação em Comunicação

Área do conteúdo

Finalista do Jabuti, doutorando do PPGCom lança livro sobre mídias negras fruto de pesquisa vencedora de prêmio nacional

Data da publicação: 16 de setembro de 2026 Categoria: Eventos, Notícias, Prêmios

Bruno de Castro

Bruno de Castro

O jornalista Bruno de Castro, aluno de doutorado no Programa de Pós-graduação em Comunicação (PPGCom) da Universidade Federal do Ceará (UFC) e finalista do Prêmio Jabuti, lança no dia 6 de outubro o livro Nós por nós: mídias negras combatem o racismo. A obra é fruto da dissertação de mestrado do pesquisador, que venceu em 2024 o III Prêmio Lélia Gonzalez, da Associação Brasileira de Antropologia (Aba).

🎉 Lançamento da Obra – Convite Aberto ao Público

Convidamos toda a comunidade acadêmica e o público em geral para prestigiar o lançamento do livro e a sessão de autógrafos. Venha celebrar conosco este momento importante para a pesquisa e o jornalismo antirracista!

  • 📅 Quando: 06 de outubro, das 18h às 20h
  • 📍 Onde: Auditório da Reitoria da UFC
  • 🏢 Endereço: Av. da Universidade, nº 2853 – Benfica, Fortaleza – CE

Aprovado em seleção pública da Editora UFC, o livro reúne depoimentos de 12 comunicadores e comunicadoras de seis estados brasileiros sobre a atuação da imprensa negra desde o fim da década de 1970 até os dias atuais. São iniciativas de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Bahia e Ceará.

Os(as) entrevistados(as) revelam como jornais e revistas negros foram centrais para as ações de combate à ditadura militar, que dizia não existir racismo no país, e desempenham até hoje – também no mundo digital – função importante na promoção da igualdade racial e desconstrução de mitos sobre a população negra.

O livro revela ainda a existência do Malemba, um jornal negro que circulou em Fortaleza na década de 1990 e era feito pelo Grupo de União e Consciência Negra, o Grucon, coletivo do qual fazia parte o historiador Hilário Ferreira, então estudante da UFC, que viria a se tornar um dos mais importantes nomes do movimento negro no Ceará e faleceu em maio deste ano.

“A história da imprensa no Brasil quase sempre é restrita aos grandes grupos de comunicação. E nenhum deles é negro, apesar de o Brasil ter jornais negros desde 1833. Mesmo em locais que se dizem pioneiros do fim da escravização, como o Ceará, pouco se fala da imprensa negra. Então, são quase 200 anos de um setor que ainda conhecemos muito pouco. Eu mesmo só tomei conhecimento dele quando passei a fazer parte de um projeto de jornalismo antirracista”

— Bruno de Castro

Bruno é fundador do Ceará Criolo, o primeiro portal de jornalismo negro do Ceará, no qual atua desde 2018. No PPGCom, é orientado pelo Prof. Dr. Edgard Patrício e desenvolve tese sobre a relação entre a identidade racial dos jornalistas e os textos por eles publicados. “Quase 80% dos jornalistas brasileiros são brancos. Como um jornalista negro, quero contribuir com a preservação da memória da imprensa negra deste país, que sistematicamente tentam apagar da história quando, na verdade, ela deveria constar nos currículos dos cursos de jornalismo do Brasil todo. Não é mais admissível o país formar jornalistas sem oferecer a eles informações sobre a atuação negra, tão relevante à profissão e ao regime democrático”, acrescenta o jornalista.

NOMES DE PESO RECOMENDAM A OBRA

Os textos de apresentação do livro são escritos por grandes nomes do ativismo negro nacional: a antropóloga Vera Rodrigues, a historiadora Ana Flávia Magalhães Pinto, a jornalista Fabiana Moraes e a pedagoga Nilma Lino Gomes.

“Este livro expressa um importante salto de qualidade nos estudos sobre imprensa negra no Brasil. Bruno supera o paradigma descritivo das fontes e potencializa as vozes de agentes da comunicação antirracista que asseguraram o registro da incidência política da população negra no debate público desde os anos 1970. Trata-se de uma obra que ensina a ver como projetos de epistemicídio têm sido frustrados em nosso tempo-espaço por comunicadoras(es) negras(os)”
— Ana Flávia

“A pesquisa de Bruno de Castro chega em um momento crucial. Vivemos um tempo de recrudescimento global da extrema-direita, com os Estados Unidos à frente de um projeto francamente fascista. Eles também crescem na Europa, na Ásia e na América Latina. Projetos explicitamente antinegros, anti-indígenas, antiperiféricos, misóginos, LGBTfóbicos. É exatamente por isso que uma imprensa que ousa dizer os reais nomes dos fenômenos sociais é necessária”
— Fabiana Moraes

“O livro revela como a palavra se consolidou não apenas como instrumento de denúncia, mas como afirmação da voz enquanto gesto de existência. Bruno reposiciona a comunicação no centro do debate sobre relações raciais no país. Ao iluminar trajetórias, disputas e narrativas, este livro evidencia que afirmar a própria voz é afirmar a própria humanidade — ontem, hoje e amanhã”
— Nilma Lino Gomes

SOBRE BRUNO

Nascido em Fortaleza (CE) em 1986, Bruno de Castro é jornalista por formação e mestre em Antropologia. Está prestes a concluir o doutorado em Comunicação na UFC, no qual estuda a relação entre a identidade racial de jornalistas cearenses e as notícias que eles publicam. Já ganhou 22 prêmios em diversas áreas, sendo 15 deles por trabalhos sobre questões raciais.

FICHA TÉCNICA

  • Autor: Bruno de Castro.
  • Orientadora da pesquisa: Vera Rodrigues.
  • Editora: UFC.
  • Coordenação editorial: Fernando Gleibe.
  • Projeto gráfico, capa e diagramação: Karlson Gracie.
  • Revisão de texto: Alana Kercia Barros.
  • Normalização bibliográfica: Perpétua Socorro T. Guimarães.
  • Supervisão gráfica: Moacir Ribeiro da Silva.
  • Diretor da Editora UFC: Cavalcante Jr.
  • Vice-diretora da Editora UFC: Juliana Diniz.

 

 

Card de Lançamento - Livro Nós por Nós
Logotipo da Superintendência de Tecnologia da Informação
Acessar Ir para o topo